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Governo e produtores aplicarão R$ 128 mi no combate à mosca-das-frutas

O Ministério da Agricultura, em parceria com o setor produtivo, vai gastar R$ 128 milhões até 2018 para combater a mosca-das-frutas. O objetivo é reduzir em até 20 vezes a ocorrência da praga em pomares brasileiros, adequando a produção doméstica aos padrões internacionais.

Com essa medida, a expectativa é derrubar barreiras comerciais e expandir a exportação do produto. “Queremos chegar a US$ 1 bilhão de exportações de frutas frescas nos próximos quatro anos”, projetou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos.

Do total a ser gasto, R$ 6 milhões por ano virão da associação de produtores. A portaria criando o programa de combate foi assinada nesta terça-feira, 8, e deve ser publicada no Diário Oficial até amanhã.

“Vamos fazer um trabalho rigoroso para que propriedade seja isolada se não cumprir as regras. Vamos também investir nos nossos laboratórios para termos métodos alternativos aos tradicionais, para que as pragas e doenças não se acostumem com aquele método”, disse a ministra Kátia Abreu.

A ministra também rebateu críticas – as quais classificou de percepções equivocadas – de que o Brasil exporta o que é bom e mantém para consumo doméstico o que é ruim. “Não há a menor possibilidade de o produtor fazer isso, é inviável. Nós não produzimos o pior para o Brasil. As exigências do Ministério para as carnes, para as frutas, é a mesma exigida por padrões internacionais”, argumentou. “Existem regras lá fora colocando barreiras como se lá tivessem mais cuidado com as pessoas, mas isso é apenas uma barreira comercial disfarçada”, observou.

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal, Luís Eduardo Rangel, explicou que Amapá, Roraima e Pará, além do Vale do São Francisco e o Rio Grande do Sul, estão na lista de áreas prioritárias do programa. Ele relatou ainda que o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas e que País tem potencial doméstico de consumir mais.

“O Brasil consome 57 quilos por ano e o ideal seria 146 quilos”, disse. Rangel observou também que a mosca tem grande potencial de perdas. “Ela se instala nas nossas lavouras e pode se hospedar em várias fruteiras. Os ovos são colocados nas frutas e as perdas podem chegar a 30% da produção”, observou. Segundo ele, atualmente existem 14 áreas livres dessa praga no Brasil.

FONTE: Globo Rural